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Domingo foi aniversário dele...É isso mesmo que você esta pensando. Dele, você sabe como é. Não dá pra chamar de "meu namorado" nem pelo nome.
Melhor ir devagar.

Quando soube que esta data se aproximava, fiquei por muito tempo, pensando se deveria dar algum presente. Por consideração ou etiqueta,claro. (Não que eu esteja sendo frívola, mas não tinha certeza o que aquilo poderia simbolizar, mais uma vez, você entende.)

Não queria criar o clima de intimidade, carinho e atenção que vêm de brinde com estes momentos. Então pensei em dar alguma coisa casual, tipo um livro do Stephen King comprado no sebo, para meu próprio uso, e que agora já podiam seguir para outras mãos.
Mas ele não tinha o hábito da leitura, não sabia o que era um sebo e, meu Deus do Céu, pensou que o Autor de "O Iluminado" fosse o Paulo Coelho.
Fracasso total.
Acabou parecendo uma tentativa de educar o mancebo, deixando nas entrelinhas a intenção de transforma-lo em alguém que ele não era.

Mas, não abortei totalmente a idéia do livro. Apenas incluí uma camiseta ao pacote aniversário, na esperança de que o fracasso do primeiro fosse equilibrado pela neutralidade do segundo.

A camiseta cinza-chubo da Levi´s com a estampa de um coelho parecido com o Roger Rabty saindo de uma cartola parecia perfeita, mas o tamanho "M" era duvidoso. Comprei essa mesmo, porque em número maior não tinha a mesma estampa.

Não serviu, ficou apertada no braço, mas ele fingiu que ficou boa e usou em seu churrasco de parabéns. (Eu pedi que usasse.)

Acho que ele nunca vai ler o livro (talvez leia porque eu disse: "Mas é pra ler heim!" - "Eu vou ler sim, em uma semana você vai ver") E acho que nunca mais vai usar a camiseta.

Eu:
- Hum... Acho que ficou apertada no braço.
Ele:
- Não ficou não, ta bom assim, parece baby look. Eu gostei.
- É bom mesmo usar assim, porque nesta estampa só tinha "M".
Sorrisinho e beijinho.
- Ficou ótima, claro que vou usar.
Sorrisinho e beijinho, de novo.

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Gosto de escrever, mas gosto mesmo é de falar... powtz, como gosto!

Gosto de me comunicar e meu meio favorito é a fala, mas ao vivo, porque por telefone eu perco a graça. Ao vivo da pra gesticular, sorrir, interpretar. Acho mágico mesmo.

Esses dias me peguei segurando a língua pra não parecer tagarela, arrogante e chata numa aula sobre planejamento de academias: Eu tinha vontade de falar sobre todas as experiências que tive nessa área, tive a sensação de que eu estava empolgada e sabia que era simplesmente por poder falar. Me contive, acho q fiz muito bem, porque numa sexta feira a noite o que todo mundo quer é ir pra casa mais cedo.

Não é de agora que sei dessa minha característica, mas estou aprendendo a falar na hora certa e a ouvir, o que é o mais importante. Deixar que o outro fale e mostre um pouco dele mesmo é muitíssimo importante e funciona muito bem. Aprendi com um amigo mestre nessa coisa de comunicação pessoal.

Bom, foi só uma ressalva.
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Esses dias descobri umas boas coisas pra nutrir o lado “B”: A Mallu Magalhães, uns livros do Chico Buarque (Benjamim e Budapeste) e um da Mirian Keyes (Sushi)
Sushi eu to lendo ainda, acho que estou por volta da página 125, é um livro que faz o estilo de “O diabo Veste Prada” e “O Diário de Bridget Jones ”.
Budapeste e Benjamim eu li um atrás do outro. Tenho medo de dar minha humilde opinião sobre esses livros. Mas recomendo e arrisco: Me encantei com o ritmo fluido e com o estilo direto ( ainda não tenho certeza sobre o adjetivo ideal) que faz com que você tire suas próprias conclusões sobre as personagens (características, personalidade, o porque de suas escolhas, etc..) e o sentido de toda a trama.

Já a Mallu Magalhães lembra à uns amigos nerds, me identifiquei com ela. rss. Só vendo as entrevistas pra entender. ( no you-tube tem a do Metrópoles, do Altas Horas e do Programa do Jô)
Atenção para as influências: Belle and Sebastian, Johnny Cash, Bob Dylan, Cat Power e por aí vai...

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Eu queria poder dizer a verdade que tá aqui, doendo no fundo do coração. Eu queria que você entendesse e se comovesse. Eu queria que você soubesse.

Eu gosto de você, de um jeito que pode ser estranho, mas gosto. E mesmo estranho (loucurameodeusdocéu) parece bom.

Mas não vou te dizer isso, nem a pau. Me lembra uma recente devoção inexplicável que deu em merda. No fim não é você...sou eu. (Carentonadaputaqueopariu)

Sou eu quem fantazia, que pega uma grama boa que você tem pra dar e a torna a coisa mais rara e especial do mundo.

Na verdade você não tem muita coisa de especial, você é só mais um infeliz tomando uma posição nem tão perto e nem tão distante porque tem medo. Porque é imaturo e teimoso. Vai a merda! Como eu tenho vontade de te mandar a merda...Mais do que dizer o quanto gosto. E agora já nem acredito que gosto tanto assim, foi mais um devaneio de desequilibrada que sou, de auto-afirmação e vaidade. Bem mais provável, faz muito mais sentido.

Sendo assim, espero que mantenha-se seguro dentro da mblha que te protege contra a sensibilidade e o afeto, tão característicos e inevitáveis na natureza humana.

Tudo bem, fui até onde acho que deveria. Não vou ser estúpida denovo.

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Nem me lembro na verdade se já postei creep por aqui...mas ta valendo pelo fundo musical perfeito para aminha nóia dos ultimos dias.

Antes, só lembrando que ultimamante o todosossonhosdomundo tem servido de muro das lamentações. Portanto, se vc custuma ler o que escrevo por aqui, não se assuste...é tudo um desabafo, porque as coisas positivas eu não escrevo, guardo pra ficar saboreando aos poucos, parece que se escrevo estou me desfazendo, tipo guardando do lado de forada dacachola. Assim, tiro de mim as coisas ruins e para isso guardo elas aqui...(É eu sei, que viagem!)

Há alguns dias fiz um pedido e me preparei para que ele fosse atendido. Alguma coisa mágica e mística aconteceu e muita coisa mudou...De certa forma pareceu que eu estava sendo atendida. Mas sempre tem aquele ditado: "Cuidado com o que deseja". Que medo...

Não tive cuidado, não exitei em aproveitar, não questionei o certo e o errado...agorame encontro afogada na culpa, pesada de arrependimento. Burra, estúpida e hipócrita.

Então a luta continua, eu sei que o unico jeito é começar uma mudança de dentro pra fora. Que vem do fundo do coração e que transforma a alma. Não adianta um discurso bonito, mesmo que pra sí só, tem que mostrar que os atos são tão nobres quanto as intenções, tem que provar que a ferinha que guardamos está bem adestrada até que um dia ela se transforme em pura luz.

Não pedi pra acreditar...são só meus devaneios. Só precisam ser úteis para mim...

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Era mais um feriado prolongado (quinta, sexta, sábado e domingo)e para mim significava 4 dias de trabalho que iriam render um extra pra ajudar a pagar desde as dispesas básicas aos os luxos que eu consumo sem planejamento (consumo por revolta também...tipo: vou comprar, foda-se, depois dou um jeito de pagar).

Cheguei no hotel, guardei minhas coisas no quarto onde todos os recreadores como eu passariam os quatro dias, desci até a recepção e lá estavam todos eles. Companheiros de trabalho que eu esperava que fossem amigos também, se não agora, pelo menos algum dia, com o passar do tempo. Amizade precisa de tempo.

Entre todo o pessoal tinha um recém solteiro carente, mas carinhoso, alegre, divertido e agradável. Ele demonstrou interesse, passou o pacote inteiro pegando na minha mão embaixo das cobertas enquanto jogava-mos videogame, dava indiretas, aproximou-se devagarzinho. E é claro que uns vigilantes de plantão perceberam e fizeram questão de "tomar conta" da figura.

Assim, foram os quatro dias. Eu não tomei nenhuma atitude, ele também não passou dos pequenos gestos e indiretas. Ficou nisso.

Duas semanas depois as coisas se repetem. O rapaz, ainda solteiro, continuou suas investidas e eu fui aceitando, fui me aproximando. Até que muito discretamente aconteceu um beijo. Um beijinho chocho daqueles que a gente pensa que não se saiu muito bem. O clima estava tenso. Os xerifes de plantão (por sinal amigos da ex do mancebo) começaram com uma marcação mais acirrada, mas tudo bem. Cada um reage de um jeito. Acho que se a fulana fosse minha amiga eu não ia gostar muita do que estava se passando também.

Fiquei na minha, não insisti muito. Não gosto desse tipo de joguinho, não faço questão de ultrapassar alguns obstáculos. Mas o dito continuava se aproximando, quando podia, justificava com desculpinhas banais a dificuldade de dar mais atenção.

O veneno se alastrou, correu a notícia de que "aquela menina nova" tava dando em cima do dito...Foram falar isso para a ex dele...Mais amiga da turma do que eu. Na verdade nunca me senti nem um pouquinho amiga. Apesar das minhas tentativas. Só que tudo ficou mais difícil porque tomaram as dores da outra...Foda. Parece até que eu tava tentando roubar a felicidade de alguém.

O que ninguém entende é que isso faz parte da vida. Essas coisas acontecem. Uns se interessam por outros que se interessam por outros e por outros, etc, etc, etc...

"Carlos amava Dora que amava Lia que amava Léa que amava Paulo, que amava Juca..." (CHICO BUARQUE - Flôr da Idade)

Fico imaginando o porquê da maldade em uma coisa que devia ser encarada com mais naturalidade. Tipo qual o objetivo da fofoca: "Olha, ela tava dando em cima do seu homem, todo mundo percebeu!" Putaquepariudeinferno! Ela terminou com o cara e não queria mais voltar!!! Foi o que ele mesmo disse. Se estavam separados porque tanto veneno e raiva???

E olha que eu segurei a onda...assumi a bronca sem contar o que realmente tinha acontecido à infeliz da dita ex... Será que fiz uma boa coisa?]

"Take me away cos I just don't want to stay
And the lies you make me say
Are getting deeper every day
These are crazy days but they make me shine
Time keeps rolling by...

...All Around The World, you've gotta spread the word
Tell 'em what you've heard...

...Whatcha gonna do when the walls come falling down?
You never move you never make a sound
Where you gonna swim with the ridges that you found?
You're lost at sea well I hope that you drown"

Já aconteceu comigo. E eu agi completamente diferente. E desejei toda a felicidade do mundo pra amiga que meu ex queria namorar. E olha que eu ainda gostava dele.

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O que fazer quando você carrega uma saudade doída por alguém que pouco se importou por você? No começo a gente não se incomoda, acha que não é mesmo uma coisa que é pra durar, é só pra ser uma curtição que vai ser legal para os dois lados e ninguém precisa se envolver muito para isso. Mas e se você passar a gostar daquele carinho, daquela atenção de quando os dois estão juntos? E começar a pensar que a sua vida poderia ser bem mais legal se você tivesse aquela pessoa te ligando sempre pra saber como você está e pra combinar de te buscar depois da aula pra um programa que os dois adorariam: dançar, cinema, teatro...Tantas coisas os dois poderiam ter em comum, tantas coisas poderiam viver e compartilhar.

Aí você se pergunta:
"Mas por quê? Por que tanta carência, tanta necessidade de se sentir feliz ao lado de alguém?"

Não dá pra explicar, mas às vezes vem aquele sentimento de solidão, de abandono. Como se você não tivesse a mínima importância pra ninguém mesmo. E não faria diferença nenhuma pro resto do mundo se você sumisse, se nem ao menos tivesse existido um dia.

Eu tive fazes bem mais felizes na vida, onde eu era alegre, vivia rodeada de amigos e de gente ligando toda hora pra convidar pra um role ou qualquer coisa. Acho que era da idade, aquela idade que a gente é mais espontânea, mais despreocupada, legal, tagarela, bonita, simpática.

Aí depois a gente vai crescendo, vai ganhando um monte de responsabilidades, tem que fazer um monte de escolhas e nem sempre fica contente com as que fez. Os amigos vão indo embora, os romances ficam cinzas, obscuros, volúveis demais. Parece que o mundo não precisa mais daqueles valores que você prezava quando era adolescente. Agora a regra é ser frio e impessoal. Você não tem mais idade pra mimos.

Seriam esses meus lamentos sintomas de uma depressão? Porque, aos 21 anos, já me sinto tão infeliz com a minha vida? Escolhi tudo errado: a faculdade, os empregos que encarei, os lugares onde andei, os amigos que não fiz, as paixõezinhas que insisti e as que desprezei...As vezes a sensação é de que o que resta é se conformar, se apagar, deixar o barco correr como está: triste, num rio de águas turvas e paradas, num clima gélido e nebuloso.

Da uma pontadinha no coração perceber que não é assim pra todo mundo, parece que a única deslocada infeliz sou eu. Sem brilho e sem graça. Talvez seja por isso o abondono: sou uma pessoa que não tem mais graça.

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"O que se leva dessa vida, é o que se come, o que se bebe, e o que se brinca, ai! - Passei a vida inteira ouvindo essa frase dos meus pais. Nem sei se o bordão é deles ou não, mas seja de quem for, para mim é deles...e ponto. Sábia frase! Lembra Vinícius, na fase áurea da apologia da beleza da vida para ser vivida." (Marcellino - Esporte e Lazer: Políticas Públicas, 2002)

Demais!!!

Mais legal ainda foi ter lido isso depois de uma aula de Antropologia Teológica (sim...é matéria obrigatória na PUC) onde aprendi um importante ensinamento de Epícuro (400 aC.) que diz que o sumo bem reside no prazer e que este liberta o homem... Viva Epícuro, o cara!

Huhaua, eu sei...viajei, fui loooonge, mas ta aí... Da pra entender que tudo depende do nosso ponto de vista, de como encaramos as coisas, enfim, de como e do que levamos da vida...
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E as vozes de veludo de Chico e Toquinho começam a embalar a sexta-feira nublada...

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Meu pai sempre buscou um brilho especial pra vida, trabalhou em muitos projetos, traçou muitos planos, sonhou com muitas idéias, nunca soube o que é conformidade, nem sossego.

Até hoje, o lado mais encantador nele é a paixão inesgotável que tem pelo que acredita, acho bonito...
Esse ano ele voltou a estudar, abriu um novo negócio, casou de novo (doido...rsss), mas ele acredita em tudo isso, continua sonhando, planejando, buscando e isso é o que faz dele feliz. Eu apoio e ajudo no que puder.

Herdei um pouco dessas coisas dele, mas controlo todos os dias a dosagem de expectativas, porque elas são proporcionais às possíveis decepções e, desse jeito, vai ficando mais fácil lidar com o que eventualmente não dá certo. Um pouco de desapego e indiferença não faz mal a ninguém... Pode até ser uma forma de se poupar.

Também diferente do meu pai, aprendi o privilégio de conseguir deixar algumas coisas pra lá. Se for importante, vou desprender uma dedicação maior, mas abandono fácil se perceber que não vale pena o sacrifício. É como se fosse uma noção de “custo benefício” pras coisas da vida.

Um dia alguém me disse:
- Quando eu te conheci fiquei observando como você desliga, como quem diz “não me incomode” vira pro lado e dorme, parece que o mundo pode cair.

E pode mesmo... Depois de cumprir com todas as obrigações do dia, depois de planejar, discutir, preparar e por em prática um monte de coisas e, nesse caminho, ainda brigar, ensinar, aprender e tudo o mais, eu quero mesmo é a minha paz e a liberdade de escolher se vou sair ou deixar o verão pra mais tarde.

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You´ve been a tempteress too long...

E agora?

Dúvida, insegurança, ansiedade...

A vida toma um ar de melancolia e tristeza em algumas fazes. Da medo, é assustador.

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Glory Box do Portishead toca no filme Beleza Roubada. A história se passa em algum lugar da Itália (não me lembro agora e to sem paciência pra procurar melhor...) e fala sobre a vida de uma menina interpretada pela Liv Tyler, que devia ter uns 19 anos na época.

É um filme fofinho, bom pra assistir nessas épocas de vazios repentinos.

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Just my imagination – The Cranberries

Acho que tenho que mudar minhas maneiras...

Tenho uma imaginação muito fértil e perigosa, muito mesmo...Viajo o tempo todo com a menor distração que aparecer.
É tipo assim:

Amiga diz:
-Então Babi, o que você acha?
Eu respondo:
- Ah? O que, onde?...O que eu acho do quê???
Amiga:
- Pó BÁRBARA, de novo! Acorda! grrrr..

Um professor disse que isso tem nome, é S.P.A., Síndrome do Pensamento Acelerado...(!) Pensamento acelerado... Interessante, mas não é alguém que raciocina rápido, é alguém que se distrai rápido. Será que tem alguma vantagem nesse negócio?

Difícil...Além das expressões chateadas de quem conversa comigo quando eu “desligo”, tenho, em algumas situações, alguns delírios exagerados sobre estar acontecendo alguma coisa ruim, ou em outras, a esperança fantasiosa de algo praticamente impossível.

Por falar em imaginação, ta aí a música do Cranberries...
Mas ela fala mesmo é de uma ilusão e depois tudo acaba bem. Uma gracinha...

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Era pro texto dar um gostinho na música, era pra música dar um charme no texto...Mas esse site ta com problemas...No music por tempo indeterminado.

Tudo bem...Eu estou com problemas, os amigos também falam de problemas...A vida é cheia de problemas...

Mas isso aqui é substituível, pronto. Problema resolvido.

Mais uma vez, tudo bem. Na vida a gente pode renovar, arriscar, dar a volta por cima depois de levar uns tombos e levantar com o nariz empinado, olhando pra traz só pra ver como a gente evoluiu. Problema resolvido mais uma vez.

Meu mais recente problema é a ansiedade. Fico pirada pensando que a vida ta bastante empacada, porque o emprego antes razoável agora parece bem furreca e desmotivante, porque o curso da faculdade antes maravilhoso agora virou obrigação inacabável, porque ser gente grande da trabalho, exige independência, paciência pra aguentar os desaforos, calma pra segurar as pontas nos tempos difíceis, personalidade pra não se abalar com os contra-tempos...

Quero a vida doce de criança, quero as companhias sinceras que brigam com a gente, que falam a verdade na cara, que brigam e ficam de mau e depois dão o dedinho pra fazer as pazes...

Ser adulta exige paciência pra lidar com joguinhos, meias palavras, relações cheias de melindros...Fofocas? Mancadas? Implicância? É... Tudo muito chato, da vontade de se enclausurar.

"E na gente deu o hábito
De caminhar pelas trevas
De murmurar entre as pregas
De tirar leite das pedras
De ver o tempo correr" (Rosa-dos-ventos
Chico Buarque/1969)

Ainda bem que existem os amigos que vão te lembrar do samba, do rock, da poesia, do Chico Buarque... E aquela ânsia, aquela palavra entalada, todas aquelas dúvidas e o Monstrinho de Todos os Males dos Adultos vai ficando com vergonha de mexer com você e se afasta...

E assim você não vai ter que se preocupar com o que o resto da humanidade vai pensar se você gosta de dançar descalço, se você abraça todo mundo, se faz escândalo quando vê um chegado, se é espontâneo, se brinca, se ri ou se chora....

"...Mas, sob o sono dos séculos
Amanheceu o espetáculo
Como uma chuva de pétalas
Como se o céu vendo as penas
Morresse de pena
E chovesse o perdão

E a prudência dos sábios
Nem ousou conter nos lábios
O sorriso e a paixão..." (idem)

Em alguns casos não vale a pena esquentar a cabeça, porque daqui a um tempo não vai fazer diferença, como antes, que haviam outros encostos na vida que agora eu já nem lembro mais.

Acho que eu tenho um lado mau dentro de mim, como aqueles desenhos animados que tem um diabinho no ombro esquerdo e um anjinho no ombro direito.

O anjinho gosta de assistir comédia romântica, ouve samba, Beatles e Cranberries, além de levar a vida como um circulo de relações sociais amigáveis onde tudo é perdoável - já que somos humanos passíveis de erros e dotados de compaixão.

Mas do lado esquerdo, sentado bem em cima do Acrômio e balançando as perninhas, está o diabinho que gosta de Rap, Pop e Rammstein. O gosto mais aputarado dessa figura vermelha de tridente, chifre e calda de lança é sobre filmes violentos, cheios de conspirações e sangue. Na lista de seus favoritos estão: Pulp Fiction, Cães de Aluguel, Cheque Mate, Jogos Trapaças e Dois Canos Fumegantes (que entrou para a lista recentemente), entre outros que séguem a linha de corrúptos, mafiósos, charlatães, matando, torturando e surrando uns aos os outros.

Em Lucky Number Slevin ( o nome original de Cheque Mate), toca essa musica, que nessa versão parece um Jazz.. Se não foce a parte do vocal agudo e os solos de teclado ala poderia ser menos brega...Bom, isso é o que achei...mas o resto dela é bem legal.

A versão original é de Bennie Moten... fico de postar depois.

Ah! Outro detalhe sobre o diabinho: ele não perdoa, ele fica tramando vinganças, maquinando dizeres nada lisongeiros e imaginando-se deferindo golpes violentos contra nossos semelhantes errôneos e vacilões.
Rss...Engraçadíssimo (talvez até patético), mas o bem sempre vence.

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Momento brazuca, amo Chico Buarque.
Então ai vai essa música sobre um certo Pedro Pedreiro Penseiro...esperando, esperando, esperando...

Isso porque um certo Pedro que na verdade era fotógrafo, mas talvez um penseiro também, me contou que Francisco Buarque de Holanda Ferreira escreveu uma música chamada Bárbara, (Meu nome!) para a peça "Calabar: o Elogio da Traição" em 1973. Mas essa ainda não concegui baixar...

Bom, mas "Pedro Pedreiro" é do primeiro album do Chico, que se chama "Chico Buarque de Holânda" e foi lançado em 1966. Foi com uma música desse album ( A Banda) que ele ganhou o Festival de Música Popular Brasileira nesse mesmo ano.

Nusss, quanta coisa eu sei não?! rs..

Agradecimentos:
-Wikipedia
-Pedro Fotógrafo

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Qual é o pente que te penteia?
Tem coisas que, assim como o cabelo dessa nega, não têm jeito mesmo...grrr

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" No afaganistão, a Yelda é a primeira noite do mês de jadi, a primeira noite do inverno, e a mais longa do ano...Yelda era a noite sem estrelas em que aqueles que sofrem por amor permanecem acordados, suportando a escuridão interminavel e esperando que o nascer do sol traga consigo a pessoa amada"

Amir, do livro O Caçador de Pipas, conta que varias noites passaram a ser yelda para ele depois que conheceu Soraya Taheri. Quando ele a via era como o sol da manhã depois da sua yelda.

Quantas vezes já me senti assim?

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A sensibilidade para arte, algo que poucos tem, é o ingrediente comum em pessoas naturalmente atraentes, não importa o tipo de arte, pode ser cinema, música, dança, desenho, etc...Mas é nessas pessoas que dá pra sentir aquela vontade de estar junto, de jogar conversa fora, de viver mais de perto.
Não sei o motivo, talvez esse as de quem se importa, de quem tem coisas interassantes pra compartilhar, de quem não é vazio.

Agora, vamos a música...Finalizando com frazes do White Stripes (hehe...parece traição) mas uma música do Kills q me lembra aquele cara que espalha arte por aí...

My love was on ice, but now I made a conquest. Now I´m feeling something good comming.

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Quando eu bebo, perco a vergonha, o orgulho e a dignidade.
è sempre a mesma desgraça. Ligo pra quem eu jurei nunca mais ligar e as vezes mais de uma vez.
Não adianta nem deletar o numero da agenda, a maldição é tanta que acabo decorando o numero sem querer. Acho que meu subconsciente decora a desgraça do número porque sabe que eu vou deletar.
Como eu disse (ou disseram que eu disse, porque não lembro muito bem) eu so queria ser especial...Credo, lamentável!

Entaum , ainda em protesto com a minha triste realidade, algo que espresse esse sentimento de deslocamento. Como se eu fosse o botãozinho mais difícil de abotoar...grrr

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ao invés de seguir uma sequencia melozinha, eu vou fazer diferente. Deletei o ultimo post (prq naum gostei nada) e vou colocar outra musica e falar de outra coisa.

Estou numa faze estranha, mal humorada, desligada...sei lá. Ta faltando alguma coisa. Acho q eu to esgotada e sem paciência.

Mas vamo ae, continuar com as coisas que me desagradam (pq não tem outro jeito), resistir ao que gosto por não me sentir bem depois e aguentar mais um poquinho até concluir alguns planos que podem dar certo.

Lembrete pra mim: Garota, a sua felicidade não pode depender de mais ninguém além de você mesma! Concentre-se em suas coisas!!! Vai ler um livro, vai ouvir umas musicas, assistir a filmes, pintar umas telas...sei lá, tente se preencher sozinha pelo menos uma vez na vida!

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Homens que fazem baladinhas sensíveis são muito filhos da puta! Me fazem pensar que é possível atingir o coração de um deles, me faz lembrar romancinhos problemáticos, dá saudade...

Eis então uma sequencia de desgraçados que quebram meu coração, começando pela lembrança de paixões não correspondidas que me vêm a cabeça com essa porra que ta tocando.

Eu não desisti, estou buscando algo novo, estou pegando o restinho que sobrou no pote do ânimo. É assim que tem sido, eu nunca sei em quem confiar, o que fazer, com quem contar... Não quero decepcionar quem acredita em mim, quem acredita que aqui dentro tem uma porção de boas intenções e planos maravilhosos para o futuro. Um futuro próximo.

Nada de afirmações precipitdas, tudo na vida é passageiro e não quero esquentar muito com nada, só estou esperando passar. Mas passa logo pelo amor de Deus que eu não sei em que ponto pode estar o pavio da motivação.

Do jeito que a coisa está é facil de morrer, mais rápido do que sem água...Daí o Arcade Fire (o que essas músicas me fazem lembrar) me ajuda a não deixar a boca muito seca.

Amo essa musica do Cure, amo mesmo. Mas ouvi primeiro na voz da Fernanda Takai do Pato Fú. Ela canta mais aceleradinho e é uma versão acustica de garagem, tanto q até erram a entrada do rafrão, o que pra mim da um charminho pra gravação...
Adoro a mocinha lokinha e apaixonada da música e o jeito com q o carinha fala dela...Ele gosta dela porque ela é assim "perdida e sozinha".
Eu to pensando nessas coisas porque to um pokinho cansada de colocar o coração no bolso, to cansada desse sangue vulgar. Na verdade acho que é o dia que ta um pokinho nublado e me deixa mais melancólica. Just like a dream...

Parei pra pensar em quais são os valores que uma pessoa deve realmente seguir, eu sempre soube o que era.
Essa coisa deliciosa que explica tudo: o amor. Da pra não ser careta quando falo dessa coisa séria? Acho que dá, porque isso não é "muito sério" é simples.
Tem que ter cuidado pra não confundir amor e ego. As pessoas não estão lá pra ser só sua, não estão lá pra te mimar, não fazem o que fazem por você e mais ninguém, isso limita essa coisa tão grandiosa que liberta e passa a aprisionar. Ai, isso é muito chato. Imagine, por exemplo, se vcocê tiver que se dedicar a apenas uma atividade apaixonante...Pobre, triste até.
Felizes os que vivem com o apaixonador ligado.
"You've got the blues in your shoes and your stockings..."

Se você for humilde para aceitar conselhos este é um dos bons que me caiu muito bem por esses dias: Tente sentir as pessoas.
É sempre confortável saber que alguém presta atenção em você e mesmo assim não te critica, ao invés disso te ajuda, porque gosta de você. Pensar nisso me faz bem quando alguma coisa (ou alguém) incomoda.
Exercitar o sentimento vindo do outro pode ser muito agradável e muito mais proveitoso do que as tentativas infelizes de auto-afirmação.
O que eu não sabia é que só o fato de estar lá já significa muito quando existem bons laços de amizade. Salve-salve afinidades!

Vivo esperando os fins de semana, mas aquela coisa boa da sexta feira não me invadiu hoje, tenho q trabalhar a manhã o dia todo! Bendita profissão...
A promessa de boas companhias, musica e felicidade deve se concretizar mesmo assim nos próximos dias. Aí, segunda feira, começa tudo de novo.